quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cirurgia de Miopia


Cirurgia de Miopia



O problema, que prejudica a visão à distância, pode ser definitivamente resolvido depois de cirurgia a laser, uma técnica pouco arriscada.

A miopia acontece principalmente por duas razões: córnea (lente mais externa do olho) muito curva ou tamanho do olho além do normal. A carga genética é o maior determinante da doença. Quem a tem enxerga mal objetos distantes.

O problema começa a aparecer, normalmente, na pré-adolescência, se intensifica na adolescência e se estabiliza na idade adulta.

(1) Retina;
(2) Córnea;
(3) Cristalino.

Olho normal
Há no globo ocular duas lentes, a córnea e o cristalino, que direcionam os raios luminosos ao pólo posterior (mais no fundo) do olho. Nessa área, a luz é captada e fixa pela retina e transmitida pelo nervo óptico até o cérebro. Se a imagem é formada exatamente na retina, a visão é perfeita.

Visão à distância
Olho míope
O olho com miopia tem a córnea muito curva ou o eixo anteroposterior (horizontal) muito longo, não permitindo que a imagem chegue à retina. A imagem não consegue se fixar direito e os objetos distantes ficam embaçados.

Tratamento :

Óculos
O inconveniente dos óculos é a limitação para a prática de exercícios, em especial os competitivos, além da redução do campo visual e dos reflexos do indivíduo.

Lentes de contato
Corrigem bem as miopias, satisfazem a estética, mas podem causar intolerâncias, exigindo maiores cuidados.

Cirurgia
As cirurgias refrativas procuram modificar a curva da córnea, determinando a formação correta da imagem na retina. A técnica mais moderna é feita com excimer laser.

Tipos de cirurgia a laser

PRK - Duração de 3 a 5 minutos

O procedimento
Depois de minuciosos exames, o indivíduo é deitado em uma cama especial. Um aparelho, chamado blefarostato, é usado para fixar as pálpebras e impedir que os olhos se fechem durante a cirurgia. Um colírio anestésico consegue impedir a dor.

O laser
O PRK costuma ser indicado para graus mais baixos. O epitélio do olho (camada superficial sobre a córnea) é raspado para receber o laser, uma luz ultravioleta de alta energia. As células da córnea são pulverizadas com a aplicação do laser, e a córnea é aplanada. O epitélio, com o tempo, se regenera.

Lasik - Duração de 8 a 10 minutos
A forma de preparo desse tipo de cirurgia é mais delicada. Depois de o indivíduo ter sido anestesiado com um colírio especial, é utilizado um aparelho chamado microcerátono, que levanta uma pequena camada da córnea para a aplicação do laser. A pálpebra também é fixa com o blefarostato.

O laser
A luz ultravioleta é a mesma da técnica PRK. A radiação, com uma precisão mais que milimétrica, transforma as células da córnea em água e gás carbônico. Depois da aplicação do laser, a camada superficial da córnea afastada pelo microcerátono é recolocada.



Depois da cirurgia - tanto no caso da PRK quando no da LASIK - são usados colírios antiinflamatórios e antibióticos. Em geral, um olho é operado de cada vez.
(1) Antiga curvatura
(2) Nova curvatura O tempo de recuperação pode variar de 24 horas a algumas semanas, dependendo da técnica utilizada e da capacidade de recuperação de cada um.

Pode fazer a cirurgia quem tem pelo menos um grau de miopia, mais de 18 anos e, principalmente, está com o problema estabilizado.

Não pode fazer a cirurgia quem tem ceratocone (tipo irregular de astigmatismo); Quem tem glaucoma; Quem tiver inflamação nos olhos, em fase de tratamento.

90% das pessoas que se submetem à cirurgia resolvem o problema;
10% precisarão de uma segunda cirurgia para aperfeiçoar os efeitos.

A taxa de complicação depois da cirurgia varia em torno de 2%. Os problemas que podem surgir são:
Hipocorreção - quando ainda resta algum grau de miopia e há necessidade de uma segunda cirurgia.

Hipercorreção - neste caso, o indivíduo deixa de ser míope e torna-se hipermétrope (visão deficiente para perto). Uma outra cirurgia pode resolver o problema.

Cicatrização anormal - a superfície da córnea pode ficar levemente opaca e os olhos perdem a qualidade visual.

Dicas para depois da operação:

1-Se a luz do sol incomodar, use óculos escuros;
2-Evite esfregar os olhos;
3-Evite piscinas e mar durante cerca de um mês;
4-Não beba álcool, pois pode reagir com os antiinflamatórios;
5-Restrinja a prática de exercícios nos primeiros dias;
Evite fumaça poluição e poeira.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Cirurgia de dermolipectomia da Coxa

Cirurgia de dermolipectomia da Coxa




Após grandes emagrecimentos ou alternância de períodos de ganho e perda de peso, é comum que ocorra um abaulamento flácido da porção interna das coxas.
Isto se deve ao excesso de pele formado pelo estiramento desta durante o período de sobrepeso. Devido ser a pele interna da coxa relativamente fina, ela não contrai o suficiente após a perda ponderal, acarretando o excesso de pele local. A Cirurgia dermolipectomia de coxas visa retirar o excesso de pele, proporcionando um contorno da coxa mais natural e menos flácido.
Para este tipo de cirurgia usa-se de anestesia local.

Geralmente após o término do procedimento o paciente permanece aproximadamente 1 hora sob observação médica ,sendo liberada da clínica após orientação e prescrição médica sob acompanhamento de algum familiar.

O paciente deve evitar o excesso de movimentos, principalmente abrir muito as pernas, visto que a cicatriz se encontra próximo à virilha e será forçada nestes casos. A tração natural exercida na cicatriz pelo andar e pela gravidade leva comumente a cicatriz a apresentar um alargamento nos primeiros meses. Quanto menor for a tração sobre a cicatriz,
menor será o seu alargamento.

Entre as infreqüentes complicações da Dermolipectomia de coxas, porém possíveis, podem ser citados: hematoma, seroma, infecção, necrose (sofrimento da pele), deiscência (abertura da sutura), quelóide, trombose, embolia e problemas anestésicos.

Por serem as complicações mais freqüentes em paciente fumantes, estes devem se abster do cigarro por um mês antes da cirurgia, para minimizar os riscos. No caso de uso de anticoncepcional oral ou injetável, deve-se suspender o uso 1 mês antes da cirurgia,
período no qual outro método anticoncepcional deve ser adotado.

O resultado definitivo da Dermolipectomia é atingido após 6 meses da cirurgia, período necessário para a acomodação dos tecidos e amadurecimento da cicatriz.

Perguntas mais frequentes:

1) A Dermolipectomia deixa cicatriz muito visível?

- A cicatriz resultante de uma cirurgia Dermolipectomia de coxa localiza-se obliquamente na prega inguinocrural (virilha), estendendo-se posteriormente até o sulco subglúteo. Apresenta maior ou menor extensão dependendo do volume de pele excedente a ser corrigido.
Esta cicatriz é planejada para ficar escondida sob as roupas de banho.

2) Como é a evolução da cicatriz?

- A cicatriz passa por diversas fases, até chegar ao amadurecimento, quando se apresenta mais clara e menor perceptível.

a- PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia e apresenta-se com aspecto excelente e pouco visível.

b- PERÍODO MEDIATO: Vai do 30º dia até o 6º mês.
Neste período haverá espessamento natural da cicatriz, bem como mudança na tonalidade de sua cor, passando de "vermelho" para o "marrom", que vai, aos poucos, clareando.
Este período, o menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais preocupa as pacientes.

Como não podemos apressar o processo natural da cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.
Nessa fase é importante não tomar sol na cicatriz para esta não ficar definitivamente escura.

c- PERÍODO TARDIO: Vai do 6º ao 12º mês. Neste período, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia do abdome deverá ser feita após este período.

Devido ao peso da pele da coxa, que fica causando tração sobre a cicatriz, é comum haver algum alargamento desta no decorrer da cicatrização.

3) Em quanto tempo atingirei o resultado definitivo da Dermolipectomia?

- Nos primeiros meses, a raiz da coxa apresenta uma insensibilidade relativa, além de estar sujeita a períodos de "inchaço", que regride espontaneamente.

Com o decorrer dos meses, tendo-se iniciado a drenagem linfática, vai-se gradativamente atingindo o resultado definitivo. Nunca se deve considerar como definitivo qualquer resultadoantes de 06 a 12 meses de pós-operatório.

4) A Dermolipectomia de coxa corrige o excesso de gordura localizada da região?

- Isto depende do seu biotipo e volume de gordura localizada.
Também tem grande importância, sob este aspecto, a espessura do panículo adiposo (espessura da gordura) que reveste o corpo. Dependendo do caso, poderá ser associada uma HLPA no local,
junto com a Dermolipectomia ou previamente a esta.

5) Há perigo nesta operação?

- Raramente a cirurgia de Dermolipectomia de coxa traz sérias complicações, desde querealizada dentro de critérios técnicos. Isto se deve ao fato de se preparar convenientemente cada paciente para o ato operatório, além de ponderarmos sobre a conveniência de associação desta cirurgia simultaneamente a outras.
Porém para que os riscos sejam mínimos é necessária a observação das orientações pré e pós-operatórias do cirurgião.

6) Que tipo de anestesia é utilizada para esta operação?

- Anestesia local.

7) Quanto tempo dura o ato cirúrgico?

- Em média 3 horas.

8) Terei que tomar antibióticos?

- Sim, durante um período de 7 a 10 dias.

9) Qual o período de internação?

- Geralmente após o término do procedimento o paciente permanece aproximadamente 1 hora sob observação médica, sendo liberada da clínica após orientação e prescrição médica sob acompanhamento de algum familiar.

10) São utilizados curativos?

- Sim. Curativos periódicos.

11) Quando são retirados os pontos?

- Quando houver pontos a serem retirados, estes o serão de 7 a 15 dias. Geralmente são utilizados pontos que são retirados até o décimo dia pós-operatório. Porém o tipo de fio utilizado na sutura fica à critério do cirurgião. Porém a nossa equipe prefere utilizar fios mais modernos ,que são suturados sob a pele e que dispensam a retirada dos pontos ,uma vez que o próprio organismo absorve de forma gradativa.

12) Quando poderei tomar banho completo?

- Geralmente 2 dias após a cirurgia. Temos como rotina rever o paciente no dia seguinte da procedimento , por isso pedimos para que não manipulem os curativos .Ao retornar a clínica a paciente é primeiramente avaliada clinicamente e depois cuidamos de sua higiene pessoal,
neste momento aproveitamos para orientar e esclarecer quaisquer outras dúvidas.

13) Qual a evolução pós-operatória da Dermolipectomia de coxas?

Você não deve se esquecer que, até que se consiga atingir o resultado almejado, diversas fases são características deste tipo de cirurgia. Entretanto, poderá lhe ocorrer alguma preocupação no sentido de "desejar atingir o resultado final antes do tempo previsto".
Seja paciente pois seu organismo se encarregará de dissipar todos os pequenos transtornos intermediários que, infalivelmente chamarão a atenção de alguma de suas amigas que não se furtará à observação: "//SERÁ QUE ISTO VAI DESAPARECER MESMO?//"- É evidente que toda e qualquer preocupação de sua parte deverá ser a nós transmitida. Daremos os esclarecimentos necessários, para sua tranqüilidade.
Em tempo: Em algumas pacientes, ocorre uma certa ansiedade nesta fase, decorrente do aspecto transitório (edema, insensibilidade, transição cicatricial, etc.). Isto é passageiro e geralmente reflete o desejo de se atingir o resultado final o quanto antes. Lembre-se que nenhum resultado deverá ser considerado como definitivo antes dos 06 aos 12 meses. Em caso de pacientes obesas, poderá ocorrer, após o 8o. dia, a "eliminação de razoável quantidade de líquido amarelado" por um ou mais pontos da cicatriz. Este fenômeno é chamado de "lipólise" e nada mais é do que a liquefação da gordura residual próxima à área da cicatriz que está sendo eliminada, sem que isso venha a se constituir como complicação.

14) O que significa Dermolipectomia?

Dermo = Pele; Lipo = Gordura; Ectomia = Retirada. Logo, Dermolipectomia de coxa significa retirada de pele e gordura das coxas.

Recomendações pré-operatórias:

1) Comunicar-se conosco até dois dias antes da operação, em caso de gripe ou indisposição.

2) Chegar a clínica com o resultado de todos os exames solicitados, com acompanhante, obedecendo ao horário estabelecido.

3) Evitar bebidas alcoólicas ou refeições muito lautas na véspera da cirurgia.

4) Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer de que eventualmente esteja fazend uso, por um período de 7 dias antes do ato cirúrgico. Isto inclui também os diuréticos.

5) Programe suas atividades sociais, domésticas ou escolares de modo a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de aproximadamente 21 dias.

6) Não fazer uso de anticoncepcional oral ou injetável 30 dias antes da cirurgia. Usar neste período outro tipo de método anticoncepcional.

7) Evitar fumar por, ao menos, 15( quinze dias) antes da cirurgia.

8) Manter jejum de oito(8) horas antes da hora marcada da cirurgia.

9) Evitar todo e qualquer medicamento à base de ácido acetil-salicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, Bufferin, etc.) ou qualquer medicação com efeito anticoagulante pelo menos 15(quinze) dias antes da cirurgia. Evitar também o uso de anti-inflamatórios. Novalgina e Tylenol
podem ser usados em caso de dor.

Recomendações pós-operatórias:

1) Evitar esforços por 30dias.

2) Evitar molhar o curativo durante a primeira fase (2 dias).

3)Não se exponha ao sol, por um período mínimo de 8 semanas.

4) Andar com passos curtos, sem afastar muito os pés lateralmente, para que não haja tração excessiva na cicatriz localizada na virilha.

5) Evitar fumar por, ao menos, 15(quinze dias) depois da cirurgia.

6) Evitar todo e qualquer medicamento à base de ácido acetil-salicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, Bufferin) ou qualquer medicação com efeito anticoagulante pelo menos 15(quinze) dias depois da cirurgia.

7) Em caso de pacientes obesas, poderá ocorrer, após o 8o. dia,
a eliminação de certa quantidade de líquido amarelado por um ou mais pontos de cicatriz. Não se preocupe se isto lhe ocorrer. É a "lipólise", que não significa absolutamente complicação.

8) Alimentação normal (salvo em casos especiais).

Cirurgia de Estapedectomia "Cirurgia da Otosclerose"

Cirurgia de Estapedectomia (Cirurgia da Otosclerose)


Esta cirurgia tem o objetivo de substituir um pequeno osso do ouvido que se chama estribo por uma prótese de plástico ou metal.

Esta cirurgia é realizada com um microscópio através do canal externo do ouvido. Pode-se também ser feito um pequeno corte junto ao orifício do conduto auditivo externo. A cirurgia pode ser feita com anestesia geral ou anestesia local e sedação.


Em toda cirurgia existem riscos e complicações que são raras mas podem acontecer e todos os pacientes devem ter conhecimento. Nesta cirurgia estamos explicando o que pode acontecer em alguns casos. Qualquer dúvida pergunte ao seu médico que ele lhe explicará com detalhes.

Riscos e complicações da estapedectomia

1- Tontura

Tontura leve pode ocorrer nos primeiros dias da cirurgia, podendo permanecer por algumas semanas. Muito raramente temos tontura que persiste por muito tempo. Se isto acontecer existem medicamentos que controlam esta tontura.

2- Distúrbio de gosto

Alguns pacientes sentem gosto ruim na boca por alguns dias após a cirurgia muito raramente pode ficar permanente.

3- Perda da audição

Toda cirurgia no ouvido pode haver alguma perda da audição, sendo raro (menos de 2%) os casos de perda auditiva importante. Em alguns casos pode não haver melhora da audição de como estava antes da cirurgia.

4- Zumbido

Zumbido quer dizer barulho no ouvido. Em casos raros ele pode aparecer após a cirurgia.

5- Perfuração no tímpano

Ë muito difícil que uma perfuração no tímpano aconteça na cirurgia. Quando isto acontece normalmente o tímpano cicatriza sozinho ou o médico faz uma cirurgia para fechar a perfuração.

6- Fraqueza na face

Outra complicação rara é a fraqueza na face, que quando acontece após esta cirurgia normalmente dura poucos dias.

Cirurgia de Mastoidectomia


Cirurgia de Mastoidectomia

A mastoidectomia é uma cirurgia que é realizada quando existe uma infecção no osso chamado "osso temporal" onde está contido as estruturas do ouvido. A mástoide é parte do ouvido e é um osso poroso como se fosse um "queijo suíço" e quando a otite média crônica se espalha por esse osso é necessário retirá-lo. A cirurgia começa por uma incisão atrás da orelha por onde se expõe o ouvido e mastóide. Utilizamos um microscópio cirúrgico e um micromotor com brocas. Com o micromotor limpamos toda doença existente na mastóide (osso atrás do ouvido) e expomos a cavidade timpânica, local onde estão os ossinhos do ouvido (martelo, bigorna e estribo). Dependendo da doença , temos que limpar toda esta região também, retirando os ossinhos e tornando o ouvido e a mastóide uma só cavidade. Isto deve ser feito em casos de colesteatomas ou infecção importante. Esta cirurgia se chama mastoidectomia radical. Nesta cirurgia temos que adaptar o conduto auditivo externo tornando-o maior. Isto se chama meatoplastia.

Um outro tipo de mastoidectomia pode ser feita quando a doença não está tão evoluída. Chama-se timpanomastoidectomia e é basicamente a mesma cirurgia porém o mecanismo de audição é refeito (os ossinhos são refeitos).

Riscos e complicações da mastoidectomia

A cirurgia tem o objetivo de tratar uma infecção que não é possível ser tratada apenas com medicamentos. Esta cirurgia se chama mastoidectomia e poderá ser feita de modo que preserve o mecanismo da audição ou, se o problema for uma doença chamada colesteatoma esta cirurgia terá que ser mais ampla, ou seja, o mecanismo da audição do lado operado não será refeito e portanto o ouvido operado terá uma audição igual ou pior que antes da cirurgia.

Em toda cirurgia existem riscos e complicações que são raras mas podem acontecer e todos os pacientes devem ter conhecimento. Nesta cirurgia estamos explicando o que pode acontecer em alguns casos. Qualquer dúvida pergunte ao seu médico que ele lhe explicará com detalhes.

1- Infecção no ouvido

Podemos ter infecção no ouvido operado ou mesmo manter a mesma infecção de antes da cirurgia. Esta infecção é tratada com medicamentos, mas outra cirurgia pode ser necessária.

2- Perda da audição

Em qualquer cirurgia de ouvido pode haver uma perda da audição do ouvido operado. A perda total da audição é uma complicação muito rara.

3- Zumbido

É bastante raro o aparecimento (barulho) no ouvido depois da cirurgia

4- Tontura

Este tipo de cirurgia muito raramente dá tontura. Se isto acontecer normalmente dura apenas algumas semanas.

5- Distúrbio de gosto

Em alguns casos o paciente pode sentir um gosto metálico ou diferente na boca durante alguns dias

6- Fraqueza na face

Outra complicação rara é a fraqueza na face, que acontece quando o nervo da facial é acometido durante a cirurgia. Normalmente essa fraqueza volta após um tempo mas pode ser em casos muito raros uma paralisia total.

A mastoidectomia é uma cirurgia que visa erradicar a doença infecciosa do ouvido, que não pode ser tratado apenas com medicamentos. Existem alguns tipos de mastoidectomias, que variam conforme a gravidade da doença.

As vezes precisamos operar novamente para fazer uma revisão do local já operado e ver se não há recidiva do problema. Isto normalmente é feito 1 ano após a primeira cirurgia.

Cirurgia de Timpanoplastia

Cirurgia de Timpanoplastia
Ela tem como objetivo restaurar a membrana do tímpano que está perfurada e se possível melhorar a audição restaurando os ossinhos (martelo, bigorna ou estribo) que estejam alterados.

A cirurgia pode ser feita com anestesia geral ou anestesia local e sedação.

Dependendo do tamanho da perfuração no tímpano pode ser feita através do canal auditivo, por um pequeno corte no canal ou por um corte atrás da orelha.

Para reparar o tímpano pode ser usado uma membrana que recobre um músculo ou que recobre uma cartilagem da orelha.

O tempo de permanência no hospital normalmente é de um dia.

Riscos e complicações da timpanoplastia

Em toda cirurgia existem riscos e complicações que são raras mas podem acontecer e todos os pacientes devem ter conhecimento. Nesta cirurgia estamos explicando o que pode acontecer em alguns casos. Qualquer dúvida pergunte ao seu médico que ele lhe explicará com detalhes.

1- Infecção no ouvido

Podemos ter infecção no ouvido operado ou mesmo manter a mesma infecção de antes da cirurgia. Esta infecção é tratada com medicamentos, mas outra cirurgia pode ser necessária.

2- Perda da audição

Em qualquer cirurgia de ouvido pode haver uma perda da audição do ouvido operado. Normalmente a perda é leve, mas em casos raros pode ser severa e permanente

3- Zumbido

É bastante raro o aparecimento (barulho) no ouvido depois da cirurgia

4- Tontura

Este tipo de cirurgia muito raramente dá tontura. Se isto acontecer normalmente dura apenas algumas semanas.

5- Distúrbio de gosto

Em alguns casos o paciente pode sentir um gosto metálico ou diferente na boca durante alguns dias

6- Fraqueza na face

Outra complicação rara é a fraqueza na face, que quando acontece após esta cirurgia normalmente dura poucos dias.

Cirurgia de restritiva e disabsortiva


Cirurgia mista (restritiva e disabsortiva)
Também chamada de “bypass” que associam a redução do reservatório gástrico, cortando-o, a diminuição menos acentuada da capacidade do intestino absorver todo o alimento, causam restrição gástrica + má absorção intestinal (ex: técnicas de Capella, Fobi e Wittgrove).

Estas cirurgias procuram o meio termo entre os procedimentos anteriores.

É a cirurgia que alguns chamam de “grampear o estômago” e no Brasil é a técnica mais utilizada e conhecida como cirurgia de Capella.
O reservatório gástrico fica em torno de 50 ml, mais que o dobro da Banda, e o anel é mais largo, sendo assim o paciente vomita menos.

Neste procedimento o encurtamento do intestino é bem menos radical, causando redução da absorção porém diminuindo a incidência de flatulência, diarréia e carência de nutrientes.

Desta forma o paciente tem a sensação de saciedade precoce, como na Banda, aliada a redução da absorção intestinal.

Não é como na cirurgia disabsortiva na qual o paciente pode comer de tudo. Neste procedimento o paciente precisa colaborar, reduzindo o volume das alimentações e principalmente reduzindo a quantidade de carboidratos e as “beliscadas” durante o dia, porém o nível de exigência é menos rigoroso que no caso da Banda e o emagrecimento é superior (80-90% do excesso de peso).

Na Europa diversos cirurgiões utilizam os 3 métodos e demonstram resultados comparáveis entre a Banda e as outras, com mais simplicidade e menor risco para a primeira.

No entanto os estudos nos EUA não conseguiram obter os mesmos resultados com a Banda, os pacientes perderam menos peso, vários precisaram ser reoperados (10%) e retirar ou reposicionar o anel por alguma complicação.
Permanece nos EUA a gastroplastia com “bypass”, cirurgia mista, como a cirurgia mais utilizada na obesidade mórbida.

No Brasil têm-se utilizado todas as 3 técnicas, individualizando o tratamento com o perfil do paciente, porém o procedimento mais freqüente são também as cirurgias do tipo mista (Capella), seguindo a tendência americana.

Cirurgia por videolaparoscopia

Todas as cirurgias de obesidade podem ser realizadas por 2 vias de acesso:

A) Acesso convencional, chamada “cirurgia com corte”.

B) Acesso videolaparoscópico, utilizando uma microcâmera operamos sem o corte convencional, apenas 6 cortes de cerca de 1 cm, o que possibilita recuperação mais rápida, retorno ao trabalho precoce e resultado estético melhor além de redução da incidência de hérnias.

O resultado em relação ao emagrecimento são semelhantes, independentemente da via de acesso. A videolaparoscopia tem as vantagens já mencionadas, no entanto necessita de aparato técnico superior, equipe mais qualificada, materiais cirúrgicos mais sofisticados, o que acarreta elevação dos custos cirúrgicos diretos.

Por outro lado custos indiretos são reduzidos, redução de curativos e cintas abdominais, menor inatividade e redução do prejuízo profissional, menor desgaste afetivo e auto estima por cicatrizes, redução de cirurgias plásticas e melhora de seus resultados, redução de hérnias (10% na cirurgia aberta) e reintervenções para corrigi-las.